Você tem perfil de líder? Veja 4 discursos sobre o poder da convicção

Em um mundo complexo, no qual a velocidade e a freqüência das mudanças são vertiginosas, grandes desafios exigem mais do que nunca líderes à altura. Independentemente de sua posição no espectro político, lideranças muito diferentes entre si mostraram possuir disposição e coragem, além da competência necessária para entender problemas e oferecer uma visão capaz de entusiasmar as pessoas. Estavam qualificadas para enfrentar crises.

Embora uma das características importantes de um bom líder seja a firmeza de suas convicções, não se trata de algo comum ou natural; nossos cérebros foram projetados para reagir com medo diante de situações de incerteza, o que funcionava muito bem em eras distantes mas já não é tão adequado hoje.

Vivemos em um mundo socialmente organizado no qual é preciso tomar muitas decisões em pouco tempo, as informações necessárias nem sempre estão disponíveis e, pior, muitas vezes elas são contraditórias. Se você quiser ler duas boas obras a respeito do assunto, recomendo os livros Emotional Intelligence, de Travis Bradberry, e Primal Leadership: Realizing the Power of Emotional Intelligence, de Daniel Goleman, Richard Boyatzs e Annie McKee. Recentemente Bradberry escreveu um artigo sobre o tema para o LinkedIn, disponível aqui.

Escolhi quatro discursos sobre grandes desafios que foram vencidos. Podem ajudar a refletir sobre o que se espera de alguém que está em posição de liderança.

Discurso de posse de Franklin Delano Roosevelt, 04/03/1933

O trigésimo-segundo presidente dos Estados Unidos viveu de 1882 a 1945. Quando assumiu a presidência em 1933, encontrou o país em grave depressão. Milhões de pessoas viviam em condição miserável. Um quarto dos trabalhadores do país estava desempregado, quase todos os bancos haviam quebrado, as perspectivas para a indústria e a agricultura eram péssimas.

Para resolver os problemas Roosevelt concebeu a política que recebeu o nome de New Deal, um conjunto de medidas para que o Estado aumentasse sua participação na economia, gerando demanda por produtos e serviços cujo atendimento punha em ação setores econômicos até então paralisados pela crise.

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 Franklin D. Roosevelt

Sábado, 4 de março de 1933

“Estou certo de que meus compatriotas esperam que, ao ser nomeado para a Presidência, eu me dirija a eles com uma sinceridade e uma decisão que a situação atual de nosso povo faz necessária. Este é, mais do que tudo, o momento de falar a verdade, toda a verdade, sincera e corajosamente.

Nem há por que nos esquivar de encarar honestamente as  condições atuais de nosso país. Esta grande nação irá perdurar como tem perdurado, irá reviver e prosperar. Então, em primeiro lugar, deixem-me afirmar minha forte convicção de que a única coisa que temos a temer é o próprio medo — o inominável, irracional, injustificado terror que paralisa os esforços necessários para converter retrocesso em avanço.

Em cada momento sombrio da nossa vida nacional uma liderança franca e vigorosa se encontrou com a compreensão e o apoio das próprias pessoas, o que é essencial para a vitória. Estou convencido de que vocês vão voltar a dar esse apoio à liderança nestes dias críticos.

Com este espírito, de minha parte e da sua, enfrentaremos nossas dificuldades. Elas dizem respeito, graças a Deus, somente a coisas materiais. Os valores dos bens vêm se reduzindo a níveis absurdos; impostos têm aumentado; nossa capacidade de pagar caiu; governos de várias instâncias têm sido desafiados por grave redução da renda; os meios de troca são congelados; as folhas murchas da indústria estão visíveis em toda a parte; agricultores não encontram mercados para seus produtos; as economias guardadas ao longo de muitos anos por milhares de famílias se foram.

Mais importante ainda, uma horda de cidadãos desempregados encara o terrível problema de sobreviver, e outra igualmente grande se esforça muito e mal tem retorno. Somente um otimista tolo pode negar as realidades sombrias do momento.

No entanto, nosso sofrimento não vem de nenhuma falha substancial. Não fomos atingidos por nenhuma praga de gafanhotos. Em comparação com os perigos que nossos antepassados ​​venceram porque acreditavam e não tinham medo, temos ainda muito a agradecer. A natureza ainda oferece sua riqueza e os esforços humanos a multiplicam. A abundância está à nossa porta, mas seu aproveitamento definha à beira da fonte.

Primeiramente isso acontece porque aqueles que comandam o comércio mundial de mercadorias falharam em razão de sua própria teimosia e de sua incompetência, admitiram seu fracasso e foram embora. Práticas de especuladores inescrupulosos vêm sendo acusadas no tribunal da opinião pública, rejeitadas pelos corações e mentes dos homens.

 […]

A restauração clama, entretanto, não só por mudanças na ética. Esta nação pede ação, e pede agora.

Nossa grande tarefa preliminar é pôr gente para trabalhar. Não é nenhum problema indissolúvel se nós o enfrentarmos sábia e corajosamente. Pode ser resolvido em parte pelo recrutamento direto feito pelo próprio governo, tratando a tarefa como uma emergência de guerra, mas ao mesmo tempo realizando projetos extremamente necessários para estimular e reorganizar o uso de nossos recursos naturais.

[…]

Há as linhas de ataque. Em breve apresentarei em  uma sessão especial  no novo Congresso providências detalhadas para que sejam postas em prática, e eu conto com  o apoio imediato dos diversos Estados.

Com este programa de ação nós nos comprometemos a pôr em ordem nossa própria casa nacional e a mudar o saldo das contas nacionais. Nossas relações comerciais externas, apesar de sua grande importância, são no momento coisa secundária para o estabelecimento de uma economia nacional sadia.

Eu prefiro agir colocando as coisas mais importantes em primeiro lugar. Não pouparei nenhum esforço para restaurar o comércio do mundo pelo reajuste econômico internacional, mas a emergência dentro de casa não pode esperar por isso.

 […]

À confiança depositada em mim responderei com coragem e devoção na hora certa. Não posso fazer menos do que isso.

Enfrentamos os árduos dias que temos pela frente com a ardente coragem da unidade nacional; com a consciência clara de resgatar valores morais antigos e preciosos; com a satisfação limpa que vem do cumprimento do dever por jovens e velhos, indistintamente. Almejamos a garantia de uma vida nacional equilibrada e permanente.

Não deixamos de confiar no futuro da essência da democracia. O povo dos Estados Unidos não falhou. Por necessidade, registrou seu anseio por ação direta e vigorosa. Pediu disciplina e direção sob liderança. Fez de mim o instrumento presente de seus desejos. Como quem recebe um presente, eu aceito.

Neste batismo de uma Nação, humildemente pedimos a bênção de Deus. Que Ele possa proteger a todos e a cada um de nós. Que Ele me guie nos dias que virão.”

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Margaret Thatcher, “Esta dama não é de recuar”, 10/10/1980.

Quando Margaret Thatcher (1925-2013) se tornou primeira-ministra do Reino Unido, em 1979, se deparou com desafios notáveis. O governo trabalhava com déficit nas contas ano após ano, havia pedido um empréstimo ao Fundo Monetário Internacional; estava em plena recessão e o índice de inflação chegava a 13% ao ano. Despojada de suas colônias, a nação estava em decadência.

Ao executar os ajustes a que se propôs, Thatcher implementou duras medidas fiscais; provocou desemprego e descontentamento popular, enfrentando pressões de líderes sindicais, empresários e políticos. Diante dos boatos da época sobre uma reversão do rumo das reformas, Thatcher aproveitou a conferência anual de 1980 do Partido Conservador e deu um recado especial para os céticos.
“[…]

Dizem às vezes que nós, em razão do nosso passado, como povo, esperamos demais e colocamos a mira muito alto. Não é assim que vejo as coisas. Parece-me mais que, ao longo de minha vida na política as nossas ambições mirraram continuamente. Nossa reação ao desapontamento não tem sido a de alargar o passo, mas sim a de reduzir a distância a percorrer. No entanto, se tivéssemos confiança em nós mesmos e no nosso futuro, que grande nação poderíamos ser!

[…]

[Thatcher enumerou então algumas das realizações econômicas de seu partido. Prossegue depois:]

 […] Todavia, tudo isto nos será de pouco proveito a menos que alcancemos nosso principal objetivo econômico — vencer a inflação. A inflação destrói nações e sociedades com a mesma eficácia que exércitos invasores. A inflação é a mãe do desemprego. É o ladrão invisível das pessoas que pouparam.

[…] algumas pessoas falam como se o controle de dinheiro em circulação fosse uma política revolucionária. No entanto, foi uma condição essencial para a recuperação de grande parte da Europa continental.

Esses países sabiam o preço da estabilidade econômica. Anteriormente, haviam vivido uma inflação galopante. […]

Atualmente, após muitos anos de disciplina monetária, contam com economias estáveis e prósperas, mais capazes que a nossa de agüentar a turbulência da recessão mundial.

[…]

[Perguntam os líderes de outros países:] “Terá a Grã-Bretanha a coragem e a determinação para agüentar a disciplina por tempo suficiente para alcançar o sucesso?”

Sim, Sr. Presidente, temos e vamos fazer isso. Este governo está determinado a manter a política e a levá-la até sua conclusão. É isso que caracteriza esta administração como a dos ministérios realmente radicais da Grã-Bretanha do pós-guerra. A inflação está a cair e deverá continuar a cair.

Entretanto, não ignoramos os sacrifícios e preocupações que acompanham a vitória contra a inflação. Entre eles destaca-se o desemprego. O nosso país tem hoje mais de dois milhões de desempregados. Pode-se tentar amenizar o quadro de muitas maneiras […]. Porém, depois de tudo, permanece o fato de que o atual nível de desemprego de nosso país é uma tragédia humana […]. O desperdício dos ativos mais preciosos de um país — o talento e a energia de seu povo —  faz com que o mais imperioso dever do governo seja procurar um remédio real e duradouro.      

[…]

Se gastar dinheiro como água fosse a resposta para os problemas de nosso país, não teríamos problemas agora. Se alguma vez uma nação gastou, gastou e voltou a gastar, foi a nossa. Hoje esse sonho chegou ao fim. Todo esse dinheiro não nos levou a parte alguma, mas ainda tem de vir de algum lugar. Aqueles que nos aconselham a aliviar o aperto, a gastar ainda mais dinheiro indiscriminadamente, na crença de que ajudará os desempregados e os pequenos empreendedores, não estão a ser bondosos, compassivos ou solícitos.

[…]

Se o nosso povo sentir que faz parte de uma grande nação e estiver preparado para desejar os meios de a manter grande, seremos uma grande nação e continuaremos a ser. O que pode então nos impedir de o conseguir? O que é que se interpõe no nosso caminho? A perspectiva de mais um inverno de descontentamento? Suponho que possa ser isso.

Porém prefiro acreditar que foram aprendidas algumas lições com a experiência, que estamos lenta e dolorosamente chegando a um outono de compreensão. E espero que se siga a ele um inverno de bom senso. Se não for assim, não seremos desviados do nosso rumo.

Para aqueles que aguardam de respiração suspensa por esse clichê favorito da mídia, a marcha à ré, só tenho uma coisa a dizer: “Voltem vocês para trás, se quiserem. Esta dama não é de recuar.” Digo isto não somente a vocês, mas a nossos amigos do exterior e também para aqueles que não são nossos amigos.

[…]

Permitam-nos então que resistamos à bajulação dos fracos; permitam-nos que ignoremos os uivos e ameaças dos extremistas; permitam-nos que nos conservemos coesos e façamos o nosso trabalho, e não falharemos.”

 

 

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Abraham Lincoln – Discurso de Gettysburg – 19/11/1863

O mais famoso discurso de Abraham Lincoln (1809 – 1965) foi proferido na cerimônia de inauguração do Cemitério Nacional de Gettysburg, quatro meses depois da vitória na batalha de Gettysburg, decisiva para o resultado da Guerra de Secessão.

Em 269 palavras, ditas em cerca de dois minutos, Lincoln invocou os princípios da igualdade da Declaração de Independência e estabeleceu o fim da Guerra Civil como o marco do renascimento da liberdade e da igualdade entre os cidadãos, criando uma nação unida em que os poderes do estado não se sobrepusessem ao governo do povo, pelo povo, para o povo.

A importância deste discurso é comprovada pela freqüência com que está presente na cultura americana. Suas palavras estão gravadas no Memorial de Lincoln, em Washington. O texto é estudado em muitas escolas e constantemente mencionado pelos meios de comunicação e em obras da cultura popular.

“Há 87 anos, os nossos pais deram origem neste continente a uma nova Nação, concebida na Liberdade e consagrada ao princípio de que todos os homens nascem iguais.

Encontramo-nos atualmente empenhados numa grande guerra civil, pondo à prova se essa Nação, ou qualquer outra Nação assim concebida e consagrada, poderá perdurar. Eis-nos num grande campo de batalha dessa guerra. Eis-nos reunidos para dedicar uma parte desse campo ao derradeiro repouso daqueles que, aqui, deram a sua vida para que essa Nação possa sobreviver. É perfeitamente conveniente e justo que o façamos.

Mas, numa visão mais ampla, não podemos dedicar, não podemos consagrar, não podemos santificar este local. Os bravos homens, vivos e mortos, que aqui combateram já o consagraram, muito além do que nós jamais poderíamos acrescentar ou diminuir com os nossos fracos poderes.

O mundo muito pouco atentará, e muito pouco recordará o que aqui dissermos, mas não poderá jamais esquecer o que eles aqui fizeram.

Cumpre-nos, antes, a nós os vivos, dedicarmo-nos hoje à obra inacabada, até este ponto tão prodigiosamente adiantada pelos que aqui combateram. Antes, cumpre-nos a nós os presentes, dedicarmo-nos à importante tarefa que temos pela frente – que estes mortos veneráveis nos inspirem maior devoção à causa pela qual deram a última medida transbordante de devoção – que todos nós aqui presentes solenemente reconheçamos que esses homens não morreram em vão, que esta Nação com a graça de Deus renasça na Liberdade, e que o governo do povo, pelo povo e para o povo jamais desapareça da face da terra.

 

ABRAHAM LINCOLN

 19 de Novembro de 1863

Cemitério Militar de Gettysburg

Pensilvânia, Estados Unidos da América”

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Discurso de posse de Mandela, 10/04/1964

Nelson Mandela (1918-2013) foi presidente da África do Sul de 1994 a 1999. Principal representante do movimento antiapartheid, foi tratado por muito tempo pelo governo sul-africano como terrorista e passou 27 anos na prisão, em condições insalubres.

A campanha do Congresso Nacional Africano e a pressão internacional tornaram possível sua libertação em 1990, quando recrudescia a guerra civil em seu país. Foi o mais importante símbolo da luta contra o regime segregacionista vigente na África do Sul desde 1948, e modelo mundial de resistência.

Seu discurso de posse marca a refundação do país em direção à democracia e à reconciliação de oprimidos e opressores, uns com os outros e também consigo mesmos.

  

“Vossas Majestades, Vossas Altezas, distintos convidados, camaradas e amigos:

Hoje todos nós, com a nossa presença aqui e por nossas celebrações em outras partes de nosso país e do mundo, damos glória e esperança para a recém-nascida liberdade.

Fora da experiência de um desastre humano extraordinário que durou tempo demais, deve nascer uma sociedade da qual toda a humanidade se orgulhará.

Nossas ações diárias como sul-africanos comuns deve produzir uma realidade sul-africana que reforçará a crença da humanidade na justiça, fortalecerá sua confiança na nobreza da alma humana e sustentará todas as nossas esperanças de uma vida gloriosa para todos.

Tudo isso devemos tanto a nós mesmos quanto aos povos do mundo que estão tão bem representados aqui hoje.

Aos meus compatriotas não tenho nenhuma hesitação ao dizer que cada um de nós está tão intimamente ligado ao solo deste belo país como os famosos jacarandás de Pretória e a jurema-preta da savana. Cada vez que um de nós toca o solo desta terra, sentimos uma sensação de renovação pessoal. O espírito nacional muda conforme as estações mudam. Somos movidos por um sentimento de alegria e euforia quando a grama fica verde e as flores florescem.

Essa unidade física e espiritual que todos nós compartilhamos com a pátria comum explica a profundidade da dor que carregamos em nossos corações ao ver nosso país se desfazer em um conflito terrível, e ao vê-lo ser rejeitado, banido e isolado pelos povos do mundo, precisamente porque se tornou a base universal da ideologia perniciosa e da prática de racismo e opressão racial.

 […]

 O tempo para curar as feridas chegou.

 O momento para transpor os abismos que nos dividem chegou.

 O tempo para construir está sobre nós.

 Alcançamos finalmente nossa emancipação política. Nós nos comprometemos a libertar todo nosso povo da escravidão contínua da pobreza, privação, sofrimento, discriminação de gênero e outras.

Conseguimos levar nossos últimos passos para a liberdade em condições de relativa paz. Nós nos comprometemos com a construção de uma paz completa, justa e duradoura.

Temos triunfado no esforço para implantar esperança no seio de milhões do nosso povo. Fechamos um pacto para construir a sociedade em que todos os sul-africanos, brancos e negros, andarão de cabeça erguida, sem qualquer temor no seu coração, com a certeza de seu direito inalienável à dignidade humana — a nação do arco-íris em paz consigo mesma e com o mundo.

Como prova de seu compromisso com a renovação do nosso país, o novo Governo Provisório de Unidade Nacional terá, com urgência, de abordar a questão da anistia para diversas categorias de nosso povo que estão cumprindo atualmente penas de prisão.

Dedicamos este dia a todos os heróis e heroínas deste país e do resto do mundo que se sacrificaram e entregaram suas vidas para que pudéssemos ser livres. Seus sonhos se tornaram realidade. A liberdade é a sua recompensa.

Sentimo-nos ao mesmo tempo humildes e enaltecidos pela honra e pelo privilégio que o povo da África do Sul concedeu ao primeiro presidente de uma África do Sul unida, democrática, sem preconceito racial e não-sexista, de levar nosso país para fora do vale das trevas.

Entendemos ainda que não há caminho fácil para a liberdade.

Sabemos muito bem que nenhum de nós agindo sozinho pode alcançar o sucesso. Devemos, portanto, agir juntos como um povo unido, para a reconciliação nacional, para a construção da nação, para o nascimento de um novo mundo.

Que haja justiça para todos.

Que haja paz para todos.

Que haja trabalho, pão, água e sal para todos.

Que cada um saiba que a mente e a alma de cada corpo foram libertadas para sua auto-realização.

Nunca, nunca, nunca esta bela terra voltará a experimentar a opressão de um pelo outro e a indignidade de ser a vergonha do mundo.

Que reine a liberdade.

Que o sol nunca se ponha diante de tão gloriosa conquista humana.

Deus abençoe a África!

Obrigado.                 

 

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Líderes dotados de convicção são capazes de contribuir para que os liderados se sintam seguros. A certeza de haver escolhido o melhor caminho a seguir é um sentimento que transmitem para os demais, melhorando o estado emocional do grupo e contribuindo para que este dirija suas energias ao trabalho útil e não à armação de defesas contra ameaças e incertezas.

Líderes possuidores de convicção são pessoas dotadas de força interior; são capazes de tomar decisões difíceis e buscam o bem de seus liderados. Têm uma visão positiva do futuro e também o entusiasmo necessário para transmitir essa visão aos outros. Possuem confiança em si e senso de realidade suficiente para não querer controlar aquilo que está fora de seu alcance.

São pessoas que não se perdem em hesitações e estão dispostas a sacrificar o próprio conforto e segurança pelo bem dos liderados. Suas atitudes indicam que vale a pena trabalhar em determinada direção porque desse jeito os resultados serão alcançados. Líderes que agem com convicção são, além de tudo, bons exemplos de postura, conduta e capacidade de fazer escolhas.

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José Luís Neves é profissional da área de planejamento e finanças. Administrador  e economista, tem mestrado em Administração pela USP. Possui mais de 25 anos de experiência em empresas de consultoria e serviços como gestor de finanças, coordenando processos de controladoria, financeiro e contábil. Reside em São Paulo, SP.

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