9 Coisas simples que os bons gestores de mudanças não deixam de considerar

… O que você faria se tivesse um martelo?

Você já enfrentou mudanças mal planejadas, fora do prazo ou em desacordo com os recursos disponíveis. Provavelmente já se deparou com situações em que a dificuldade estava em reconhecer os problemas existentes e ter iniciativa. Em outras, os interesses é que se mostravam divergentes. Deve ter conhecido mudanças prejudicadas pela evolução dos fatos fora delas ou que, por algum motivo, tiveram de ser interrompidas.

Processos de mudança têm certos traços comuns. Eles podem ser amplos ou restritos, curtos ou longos, simples ou complexos; podem ser permanentes ou não, reversíveis ou não, bem geridos ou não, bem sucedidos ou não, mas seguem certas regras gerais de funcionamento.

Compreender a dinâmica de um processo pode ajudar a entender a do outro: seu comportamento depende de relações de força que se alteram conforme as circunstâncias e tensões internas em que uma força predomina mas pode dar lugar a outra. O fato de haver padrões torna possível trabalhar para obter melhores resultados e maior aproveitamento de recursos, identificando condições mínimas e limites.

 

Apresentamos a seguir algumas dimensões das situações de mudança, ilustradas por canções que ajudam a entender seu sentido. As canções têm vida própria e significado simbólico rico. Por estes dois motivos, e já que seus temas são em si um convite à reflexão, valeria a pena prestar atenção no que os autores tinham a dizer.

  1. A variável tempo na mudança: Turn! Turn! Turn! (To Everything There is a Season (Peter Seeger, 1959)

 Esta canção folk se baseia no terceiro capítulo do Livro de Eclesiastes, da Bíblia, sobre a adequação de tempo e lugar às coisas da vida. As referências bíblicas foram reunidas a um verso sobre a paz mundial na letra composta pelo ativista e cantor folk Pete Seeger, o que conferiu ao conjunto um sentido específico: ao fim da canção, o público percebe que tudo o que se falou antes foi sobre a construção da paz.

Foi inicialmente rejeitada pelo agente do compositor Pete Seeger, porque não a considerava vendável. O autor declarou que foi levado a compor a letra pelo sentimento de que em certas épocas a irracionalidade coletiva chega a gerar fatos surpreendentes, cabendo trabalhar para que se transformem em tempos de sabedoria.

A versão mais conhecida da canção foi gravada pelo grupo The Byrds, em 1965. Também foi gravada por artistas como Judy Collins, Nina Simone e Dolly Parton. Fez parte da trilha sonora de filmes como Forrest Gump e seriados como Anos Incríveis.

 

Para tudo há uma época e um momento

Para cada propósito, sob o céu

Um momento para nascer, um momento para morrer

Um tempo para plantar, um momento para colher

Um momento para matar, um momento para curar

Um momento para rir, um momento para prantear

 

Um momento para edificar, um momento para demolir

Um momento para dançar, um momento para se enlutar

Um momento para lançar pedras, um momento para reunir pedras

(…) 

Um momento para ganhar, um momento para perder

Um momento para rasgar, um momento para costurar

Um momento para amar, um momento para odiar

Um momento para a paz, juro que não é tarde demais

 

2. Ferramentas e poder: If I Had a Hammer (Pete Seeger e Lee Hays, 1949)

Esta canção foi gravada por vários artistas como Peter, Paul and Mary, Rita Pavone e Trini Lopez. Sua criação foi uma obra coletiva na qual os autores, durante uma reunião sobre negócios musicais em uma gravadora, passaram uma folha de papel a cada participante, pediram que escrevessem um ou mais versos e a passassem adiante. A letra sofreu várias revisões. A versão de Peter, Paul and Mary é de 1962 e foi a primeira obra de grande sucesso do grupo.

O autor declarou em uma entrevista que as diferentes formas de cantá-la conferiam nova dimensão à mensagem, e durante suas próprias apresentações costumava mostrar ao público o formato das diferentes interpretações. O martelo referido na letra é uma metáfora para o poder, e o sentido geral da mensagem é o de que os instrumentos do poder podem ser usados para o bem.

Depois de executar a música em público, Pete Seeger teve de se explicar para uma comissão do Congresso dos EUA criado para combater atividades consideradas anti-americanas;  foi condenado a um ano de prisão por incitação à rebeldia em 1955 mas nunca cumpriu a pena porque a sentença foi revertida, depois de apelações, em 1962.

Se eu tivesse um martelo,

Eu o usaria de manhã

Eu o usaria à noite,

Sobre toda a terra

 

Eu pregaria para livrar do perigo,

Eu pregaria para avisar,

Eu pregaria o amor entre meus irmãos e minhas irmãs,

Sobre toda a terra.

 

Se eu tivesse um sino,

Eu o tocaria de manhã,

Eu o tocaria à noite,

Sobre toda a terra

 

Eu tocaria para livrar do perigo,

Eu tocaria para avisar

Eu tocaria o amor entre meus irmãos e minhas irmãs,

Sobre toda a terra.

 

Se eu tivesse uma canção,

Eu a cantaria de manhã,

Eu a cantaria a noite,

Sobre toda a terra.

 

Eu cantaria para livrar do perigo,

Eu cantaria para avisar,

Eu cantaria o amor entre meus irmãos e minhas irmãs,

Tudo sobre a terra.

 

Bem, eu tenho um martelo,

E eu tenho um sino,

E eu tenho uma canção para cantar, sobre toda a terra.

 

É o martelo da justiça,

É o sino da liberdade,

É a canção sobre o amor entre meus irmãos e minhas irmãs,

Sobre toda a terra.

 

3. Feição do processo: The Times, They Are A-Changing (Bob Dylan, 1963)

Com esta canção, Bob Dylan tencionava criar um hino sobre a mudança. O caráter geral e universal do conteúdo permitiu que fosse aplicado a diversos contextos de transição, o que contribuiu para que a música fosse difundida e gravada por diversos outros artistas. Antes de lançá-la, Dylan declarou que a intenção era trabalhar em algo que espelhasse o que as pessoas queriam ouvir e pudesse representar o sentimento da época.

Dylan abriu com esta música um show que deu em 23/11/1963, um dia depois da morte do presidente John Kennedy. Acreditava que seria condenado pela escolha, mas a recepção foi muito favorável e intensa.  Declarou posteriormente que, enquanto ouvia os aplausos, não entendia a razão deles e nem sabia ao certo por que havia criado a letra. Em 1984, Steve Jobs usou um dos versos da música ao fazer a primeira apresentação oficial do computador Macintosh para o mundo.

Vamos nos reunir, gente

Por onde quer que ande

E admitir que as águas

À sua volta estão subindo

E aceitar que logo

Vocês estarão cobertos até os ossos.

Se o tempo que reserva para si

Vale alguma coisa

Então é melhor começar a nadar

Ou vai afundar como uma pedra

Porque os tempos estão mudando

 (…)

Venham senadores, congressistas

Por favor escutem o chamado

Não fiquem parados no vão da porta

Não congestionem o corredor

Pois aquele que se machuca

Será aquele que nos impede

Há uma batalha lá fora

E está rugindo

E logo irá fazer tremer suas janelas

E fazer ruir suas paredes

Porque os tempos estão mudando

 

Venham mães e pais

De todos os lugares…

E não critiquem

O que vocês não podem entender

Seus filhos e filhas

Estão além de seu comando

Sua estrada conhecida

Está rapidamente envelhecendo

Por favor saiam da frente

Se não puderem dar uma mão

Porque os tempos estão mudando

 (…)

A ordem está

Rapidamente se esvaindo

E o primeiro agora

Será o último depois

Porque os tempos estão mudando

 

4. Responsabilização: Blowin’ In the Wind (Bob Dylan, 1962)

A conhecida canção de protesto de Bob Dylan, gravada por centenas de artistas, é uma série de perguntas retóricas sobre mudanças relacionadas com paz, guerra e liberdade. Em entrevistas sobre ela, Dylan explicou que duvidava de quem diz possuir respostas, porque estas são fugidias; e que foi levado a escrever a letra pela indignação que sentia com pessoas que vêem coisas erradas, sabem que são erradas mas fingem não perceber.

A ideia geral da música é a de que as evidências de necessidade de mudança se fazem presentes mas podem ser captadas ou não; e podem não levar à ação ainda que estejam presentes. Não se deve esperar que todas as respostas estejam prontas, oficializadas e disponíveis; elas são difusas e dependem muito da percepção de quem as busca. A canção causou profunda impressão em Sam Cook, inspirando-o a compor uma outra sobre temática semelhante, como veremos adiante.

 

Quantas estradas um homem precisará andar

Antes que possam chamá-lo de homem?

Quantos mares uma pomba branca precisará sobrevoar

Antes que ela possa dormir na areia?

Sim, e quantas balas de canhão precisarão voar

Até serem para sempre banidas?

 

A resposta, meu amigo, está soprando ao vento

A resposta está soprando ao vento

 

E quantos anos uma montanha pode existir

Antes que ela seja levada pelo mar?

E quantos anos algumas pessoas podem existir

Até que lhes permitam ser livres?

Sim, e quantas vezes um homem pode virar sua cabeça

E fingir que simplesmente não vê?

 

A resposta, meu amigo, está soprando ao vento

A resposta está soprando ao vento

 

E quantas vezes um homem terá de olhar para cima

Antes que possa ver o céu?

E quantas orelhas um homem precisará ter

Antes que possa ouvir as pessoas chorar?

Sim, e quantas mortes ele causará até saber

Que pessoas demais morreram

 

A resposta, meu amigo, está soprando ao vento

A resposta está soprando ao vento.

 

 

 

5. Necessidade da mudança: A Change Is Gonna Come (Sam Cooke, 1964)

 A canção aborda a luta pelos direitos civis dos negros norte-americanos. Teve por base vários incidentes da vida do autor, especialmente um ocorrido em um motel na Louisiana: ele havia sido preso sob acusação de ter causado distúrbios, depois de ter sido impedido de ocupar quartos já reservados com antecedência, por ser negro.

A música se tornou um hino do movimento pelos direitos civis. Em 2007 passou a fazer parte do acervo da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, em razão de sua importância histórica e cultural. Retrata uma situação em que a necessidade de mudar é percebida, e a despeito da presença de elementos desfavoráveis os agentes têm confiança em si e sabem que ela é uma questão de tempo.

 

Eu nasci nas perto de um rio, em uma pequena cabana

Assim como o rio, eu corro desde então

Tem sido muito, muito tempo esperando

Mas eu sei que uma mudança virá, oh, sim, ela virá.

 

Também foi difícil viver e estou com medo de morrer

Eu não sei o que acontece do lado de lá

 

Vou ao cinema e ao centro da cidade.

Lá todos me param e dizem: “não fique aí à toa”

 

Então, eu vou até meu irmão

E digo: “Por favor!”

Mas ele apenas responde, me criticando: “Desista!”

 

Às vezes chego a pensar que não vou aguentar muito

Mas agora acho que estou pronto para enfrentar

Tem sido muito, muito tempo esperando

Mas eu sei que uma mudança virá, oh, sim,ela virá.

 

 

6. Engajamento: What’s Going On (Marvin Gaye, Renaldo Benson e Al Cleveland, 1971)

 

Esta letra propõe uma reflexão sobre as dificuldades e a transição enfrentadas pelos Estados Unidos. Foi eleita pela revista Rolling Stone como a quarta maior canção de todos os tempos.

O fato que serviu de inspiração se deu em 1969, no People’s Park, em Berkeley (Califórnia), quando a política reprimiu violentamente um protesto contra a Guerra do Vietnã e o conflito árabe-israelense. Marvin Gaye ajudou a compor a letra, incorporando a ela histórias que seu irmão lhe contou sobre o Vietnã.

Foi uma das primeiras canções da Motown a abordar questões políticas, e surpreendeu um público não esperava de Marvin Gaye manifestações sobre questões sociais. Havia sido rejeitada pelo principal executivo da gravadora, e foi lançada quando ele estava em férias.

Mãe, mãe

Há muitas de vocês chorando

Irmão, irmão, irmão

Há muitos de vocês morrendo

Você sabe que nós temos de encontrar um meio

De trazer um pouco de amor hoje

Pai, pai

Nós não precisamos piorar as coisas

Veja, guerra não é a resposta

Pois apenas o amor pode conquistar o ódio

Você sabe que nós temos de encontrar um meio

De trazer um pouco de amor aqui hoje

Piquetes e cartazes

Não me puna com brutalidade

Fale comigo, então você poderá ver

O que está acontecendo.

 

Mãe, mãe, todos pensam que nós estamos errados

Oh, mas quem são eles para nos julgar

Simplesmente porque temos cabelo comprido

Oh, você sabe que nós precisamos encontrar um meio

De trazer um pouco de entendimento agora, hoje

 

7. Fatores exógenos e tendências: A Hard Rains’s Gonna Fall (Bob Dylan, 1962)

A estrutura desta canção é formada por perguntas e respostas que introduzem imagens fortes sobre injustiça, sofrimento e ameaças. Sugere que cabe a cada um perceber os eventos e se mobilizar enquanto há tempo, mesmo que as perspectivas não sejam favoráveis e o ambiente, hostil.

Dylan declarou certa vez que compôs a música juntando partes de outras composições; acreditava na época que não teria muito tempo de vida, de maneira que resolveu juntar pedaços de trabalhos inacabados em um só. Foi cantada muitas vezes como um hino de protesto contra o armamentismo e regravada por artistas como Peter Seeger, Joan Baez e Bryan Ferry, entre outros.

 

Oh, onde você esteve, meu filho de olhos azuis?

Oh, onde você esteve, meu jovem querido?

Tropecei ao lado de doze montanhas nebulosas

Eu andei e engatinhei em seis estradas tortuosas


(..)

Eu pisei no meio de sete florestas tristes

Entrei e saí da frente de uma dúzia de oceanos mortos

Estive dez mil milhas

Na boca de uma sepultura

E é uma forte, é uma forte

É uma forte, e é uma forte

E é uma forte chuva que vai cair.

 

E o que foi que você ouviu meu filho de olhos azuis?

E o que foi que você ouviu meu jovem querido?

Eu ouvi o som do trovão

E seu estrondo era um aviso

(…)

Oh, o que fará agora, meu filho de olhos azuis?

Oh, o que fará agora, meu jovem querido?

Vou voltar lá pra fora antes que a chuva comece a cair

Vou andar até as profundezas da mais negra floresta

Onde o povo é grande

E suas mãos são vazias

Onde bolsas de veneno estão afogando suas águas

Onde o lar no vale

Encontra a prisão úmida e suja

Onde o rosto do executor está sempre bem escondido

Onde a fome é feia, onde as almas são esquecidas

Onde preto é a cor, onde nada é o número

E eu posso contá-lo e pensá-lo e dizê-lo e respirá-lo

E refleti-lo das montanhas

Para que todas as almas possam vê-lo

Então ficarei em pé sobre o oceano até começar a afundar

Mas conhecerei minha canção antes de começar a cantá-la

E é uma forte, é uma forte, é uma forte, e é uma forte

E é uma forte chuva que vai cair

 

 

8. Convicção: We Shall Overcome (autor e ano de criação desconhecidos)

 Este hino do movimento de resistência anti-racista não tem autor ou data conhecidos. As pesquisas sobre sua origem sugerem que foi criada a partir do refrão de uma canção gospel de 1901, intitulada “I Will Overcome” e composta por Charles Albert Tindley.

A canção se tornou conhecida internacionalmente quando Joan Baez a cantou em agosto de 1963, na célebre Marcha Sobre Washington, diante de uma multidão de 300 mil pessoas. Nesta ocasião Martin Luther King proferiu seu lendário discurso “I Have a Dream”.

A letra é uma mensagem sobre esperança por dias melhores, união e paz, de forte apelo emocional. Foi gravada por artistas como Pete Seeger, Louis Armstrong, Mahalia Jackson e Bruce Springsteen, entre outros.

 

Nós iremos vencer,

Nós iremos vencer,

Nós iremos vencer um dia.

Oh, no fundo do meu coração,

Eu acredito

Nós iremos vencer um dia.

 

Nós vamos caminhar de mãos dadas,

Nós vamos caminhar de mãos dadas um dia.

 

Oh, no fundo do meu coração,

 Viveremos em paz,

Viveremos em paz um dia.

 

Todos seremos livres,

Todos seremos livres um dia.

 Nós não temos medo,

Nós não temos medo hoje

Oh, no fundo do meu coração,

Nós iremos vencer,

Nós iremos vencer um dia.

 

 

9. Constância de propósito: Woke Up This Morning (Reverend Osby, 1963)

A canção é uma recriação de um antigo hino gospel que dizia “I woke up this morning with my mind stayed on Jesus” (acordei esta manhã com minha mente firme em Jesus). Foi criada pelo Reverendo Osby, da cidade de Aurora (Illinois), na cadeia de Hinds County, onde havia ficado preso por ter feito parte do grupo de ativistas denominado “Freedom Riders”.

O grupo era formado por uma mistura de negros e brancos que viajavam de forma ostensiva por estados dos EUA nos quais as leis locais e os costumes desafiavam decisões judiciais federais contrárias ao segregacionismo. A reação da polícia geralmente era a de prender os manifestantes, alegando desrespeito a leis locais de associacionismo, e permanecer passiva quando eram atacados por grupos racistas. A ideia central da canção é a de que na luta pela liberdade, é preciso enfrentar e não se deixar abater por adversidades, resistências e obstáculos à mudança.

 

Acordei esta manhã com a minha mente

Firme na liberdade

Acordei esta manhã com a minha mente

Firme na liberdade

Aleluia!

 

Eu estou andando e falando com a minha mente

Firme na liberdade

Aleluia!

 

Não há nada de errado com a minha mente

Firme na liberdade

Aleluia!

 

Eu estou cantando e rezando com a minha mente

Firme na liberdade

Aleluia!

 

 

Para saber mais: com diferentes preocupações e perspectivas, entre os estudiosos de mudanças temos os filósofos Heráclito de Éfeso, Platão e Hegel; os sociólogos Kurt Lewin e Talcott Parsons; na área de estudos organizacionais, Peter Senge, Henry Mintzberg e Andrew Pettigrew; no campo da pesquisa sobre mudanças tecnológicas, Raymond Kurzweil e Everett Rogers. Há muitos outros que vale a pena conhecer.

Teste. Ainda que existam diversos outros aspectos relacionados com mudanças que devem ser levados em conta já seria um bom começo, diante de uma situação que parece demandar intervenção, fazer perguntas de checagem como as seguintes:

  1. A mudança é necessária? Quais são as evidências disso?
  2. Temos uma visão clara das tendências do contexto e seus desdobramentos?
  3. Temos uma visão clara do impacto que a mudança trará? Como ficaríamos se ela não acontecesse?
  4. Quais são as condições necessárias para deflagrar a mudança? Elas estão presentes?
  5. Quais são os recursos e ferramentas necessários? Eles estão disponíveis? Se não estiverem hoje, estarão no futuro?
  6. A mudança estaria acontecendo no tempo certo?
  7. Quais são os grupos de pessoas afetados pela mudança? Quais são seus interesses?
  8. De quais pessoas podemos esperar comprometimento? Será preciso prepará-las?
  9. Teremos a firmeza de propósito necessária para levar a mudança até o fim?

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José Luís Neves é profissional da área de planejamento e finanças. Administrador  e economista, tem mestrado em Administração pela USP. Possui mais de 25 anos de experiência em empresas de consultoria e serviços como gestor de finanças, coordenando processos de controladoria, financeiro e contábil. Reside em São Paulo, SP.

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