6 cartas inspiradoras sobre a (sua) vida

Gosto de ler cartas de outras pessoas. Faço isso quando há a devida permissão, ou quando são escritas como uma mensagem aberta, ou ainda quando a intenção do autor foi a de se dirigir  a alguém em especial sabendo que a mensagem seria útil para outras pessoas se fosse divulgada. Também as leio quando, independentemente da vontade do autor, o tempo passou e outras pessoas acabaram tornando pública a carta por entender que ele não se oporia a isso.

Algumas das mensagens são inspiradoras por si, o efeito de outras depende mais do momento que o próprio leitor está vivendo. Muitas ajudam a compreender melhor o tempo vivido por quem as escreveu e o contexto. Algumas nem foram entregues. Outras se destinaram ao próprio autor e foram feitas para que ele pudesse depois relembrar um acontecimento especialmente importante.

Muitas cartas lançam nova luz sobre quem as escreveu e mostram uma faceta que até então não conhecíamos. Outras são capazes de expressar, com clareza impressionante que não temos, algumas de nossas próprias visões e inclinações.

Gosto de ler cartas destinadas a outras pessoas e já li várias delas. Escolhi aqui algumas que têm a ver com valores pessoais, decisões, conquistas, trabalho e a capacidade de dar um rumo à própria vida.

 

Austin Madison, 2011

Austin Madison trabalhou nos estúdios da Pixar Animation por cerca de uma década em filmes como Ratatouille, WALL-E , Up – Altas Aventuras, Toy Story 3, Carros 2 e outros. Em  maio de 2011 deixou uma carta aberta para seus colegas. Foi sua contribuição para o Animator Letters Project, um esforço bem sucedido para reunir cartas escritas por profissionais experientes, dirigidas a iniciantes e a profissionais interessados em ingressar no ramo da animação.

 

“17 de maio de 2011.

A quem possa inspirar,

Eu, assim como muitos de vocês, artistas, mudo constantemente entre dois estados. O primeiro (e de longe o preferível entre os dois) é o de quando a coisa pega fogo, na zona da intuição, acionando todos os cilindros no modo criativo. É quando você pára de usar a caneta e as idéias fluem como o vinho de um cálice! Isto acontece cerca de 3% do tempo.

Os outros 97% do tempo eu estou no modo frustrativo, pelejando, enchendo-o-canto-da-sala-de-papel-amassado. O importante é trabalhar arduamente para atravessar este atoleiro de desânimo e desespero. Procure ouvir alguns arquivos de áudio com as histórias de profissionais que vêm fazendo filmes por décadas, atravessando as mesmas pedras e flechas de problemas de produção terríveis.

Em uma palavra: PERSISTA.

PERSISTA em contar a sua história. PERSISTA em atingir seu público. PERSISTA em se manter fiel à sua visão. Lembre-se do que Peter Jackson disse: “A dor é provisória. O filme é para sempre”. E ele é a melhor pessoa para dizer isso.

 ” Você nunca está longe da próxima explosão de criatividade divina”

 Então, da próxima vez que você se pegar batendo no bloco de notas, ou o seu computador travar e você perder o trabalho de uma noite inteira porque não clicou o botão de Salvar (sempre clique esse botão), lembre-se: você nunca está longe da próxima explosão de criatividade divina. Atravesse aqueles 97% de tenebrosa e abissal mediocridade para chegar aos 3% de que todo mundo vai se lembrar!

Eu garanto a você: o resultado vai valer a pena!

Seu amigo e meu,

Austin Madison

“A AVENTURA ESTÁ LÁ FORA!”

 

Scott Fitzgerald, 1933

Scott Fitzgerald foi o conhecido autor dos livros O Grande Gatsby e Suave É a Noite. Ele e sua esposa Zelda viveram em Paris nos anos 20, época de grande efervescência intelectual e diversão. Tiveram uma filha, chamada Frances; em 1933 ela tinha 11 anos e recebeu do pai uma carta com conselhos sobre questões com que deveria ou não se preocupar ao longo de sua vida.

 

“Coisas com que se preocupar:

Preocupe-se com coragem

Preocupe-se com limpeza

Preocupe-se com eficiência

Preocupe-se com equitação

Preocupe-se com …

 

Coisas com que não se preocupar:

Não se preocupe com a opinião dos outros

Não se preocupe com bonecas

Não se preocupe com o passado

Não se preocupe com o futuro

Não se preocupe em crescer

Não se preocupe com quem está à sua frente

Não se preocupe com o sucesso

Não se preocupe com o fracasso, a menos que ele aconteça por sua própria culpa

Não se preocupe com mosquitos

Não se preocupe com moscas

Não se preocupe com insetos em geral

Não se preocupe com os pais

Não se preocupe com os meninos

Não se preocupe com decepções

Não se preocupe com prazeres

Não se preocupe com satisfações

 

Coisas para pensar:

Qual é realmente o meu objetivo?

Quão boa eu sou em comparação aos meus contemporâneos com relação a:

(a) Estudos

(b) Eu realmente entendo as pessoas e sou capaz de me relacionar com elas?

(c) Estou tentando transformar meu corpo num instrumento útil ou o estou negligenciando?

 

Com muito amor,

Papai

 

Eleanor Roosevelt, 1939

Eleanor Roosevelt, esposa do presidente Franklin Delano Roosevelt, foi primeira-dama por doze anos. Sempre defendeu com firmeza suas convicções na defesa de causas sociais.

Em 1939 ela abandonou a organização Daughters of the American Revolution(Filhas da Revolução Americana). Seu ato foi um protesto contra a decisão de impedir a apresentação em Washington de uma cantora afroamericana de expressão internacional, Marian Anderson.

 

Washington DC

26 de fevereiro de 1939

Cara Senhora Robert:

Receio nunca ter sido um membro ativo da Daughters of the American Revolution. Sei que vai fazer pouca diferença para você se eu desistir ou se continuar como um membro de sua organização.

Seja como for, estou em completo desacordo com a atitude de recusar o Constitution Hall para uma grande artista. Você nos deu um exemplo de conduta que me parece lamentável, e sinto-me obrigada a pedir o meu desligamento. Você teve a oportunidade de liderar com nobreza e parece-me que sua organização falhou.

Entendo que muitas pessoas não vão concordar comigo, mas é o que sinto e este me parece ser o único procedimento correto a seguir.

Muito sinceramente,

Eleanor Roosevelt

 

No dia seguinte, Eleanor Roosevelt encaminhou também um telegrama sobre o mesmo assunto:

“Lamento imensamente que Washington seja privada de ouvir Marian Anderson, uma grande artista.” (mensagem ao agente do Marian Anderson Citizens Committee, 27/02/1939)

Algumas semanas depois do incidente, o Governo convidou Anderson para uma apresentação pública no Lincoln Memorial que contou com a presença de 75 mil pessoas. Sua apresentação pode ser vista neste vídeo.

 

 

 

 

Stephen Fry, 2006

Esta carta foi escrita por Stephen Fry, renomado comediante e ator inglês, diagnosticado com transtorno bipolar grave. Ele tentou se suicidar mais de uma vez (a mais recente em 2012, misturando drogas e álcool). Sobre os motivos das tentativas de suicídio, diz que se vê como uma vítima do próprio humor, não havendo exatamente um motivo específico. Perguntado sobre o que o ajudaria a evitar os impulsos suicidas, informou que tenta imaginar a expressão facial de seu pai e de sua mãe, mas às vezes isso não dá certo. A mensagem a seguir foi uma resposta a uma carta de uma fã depressiva:

 

“10 de abril de 2006.

Cara Crystal,

Fico muito triste em saber que sua vida anda mal. Deus sabe o quanto é difícil quando nada parece se ajustar e poucas coisas parecem fazer sentido. Eu não sei se há algum conselho específico que eu possa lhe dar e que vá fazer com que sua vida volte a ter sabor. Apesar da boa intenção das pessoas, às vezes é muito irritante ficar sendo lembrado do quanto as pessoas te amam quando nem você  mesmo está se amando tanto assim.

Descobri que ajuda pensar no nosso humor e nossos sentimentos como sendo algo parecido com a previsão do tempo.

 E vou te dizer algumas coisas óbvias sobre o tempo:

Ele é real.

Você não pode mudá-lo, mesmo que queira.
Se o céu está escuro e chuvoso, ele realmente está escuro e chuvoso e você não pode alterar isso.
E o céu pode ficar escuro e chuvoso por duas semanas seguidas.

 MAS

 O sol virá.

Não está sob seu controle saber quando, mas ele vai aparecer no céu.
Um dia.

Acontece o mesmo com o humor, eu acho. É errado acreditar que esses sentimentos são ilusões. Eles são reais. Depressão, ansiedade, apatia – são tão reais como o tempo – E NINGUÉM TEM COMO CONTROLAR ISSO. Não é culpa de ninguém.

 MAS

Eles vão passar. Vão mesmo.

Da mesma forma que precisamos aceitar as mudanças do tempo, precisamos aceitar como nos sentimos sobre a vida às vezes. “Hoje o dia está uma porcaria”, é uma abordagem perfeitamente realista. Tudo se resume a encontrar uma espécie de guarda-chuva mental. “Ei, está chovendo: não é culpa minha e não há nada que eu possa fazer quanto a isso. Mas o sol pode muito bem sair amanhã e, quando isso acontecer, vou aproveitar ao máximo.”

Eu não sei isso que escrevo pode ajudar: se não puder, sinto muito. Eu quis apenas escrever para lhe desejar sucesso em sua busca por um pouco mais de prazer e propósito na vida.

Votos sinceros de

Stephen Fry”

 

Barbara Bush, 1994

Barbara Pierce Bush é a esposa do ex-presidente dos EUA George H. W. Bush. Foi primeira-dama dos Estados Unidos de 1989 a 1993; é a mãe do ex-presidente dos EUA George W. Bush e do ex governador da Flórida, Jeb Bush. Em 1994 o cão preferido de seu marido morreu de câncer, deixando a família inconsolável. Em uma noite de insônia, Barbara se viu pensando em aprendizados proporcionados pela vida (alguns deles obtidos “da forma mais dura”) e que gostaria de compartilhar com seus filhos. Escreveu uma carta, que nunca enviou a ninguém mas posteriormente trouxe a público:

“O bom e o mau

Tente — e eu sei como é difícil — ver o lado bom das pessoas, e não o mau. Lembro-me de vários anos atrás, quando perdi muito tempo me ressentindo com minha mãe. Sofri com isso, porque tínhamos uma “química”. Eu a amava muito, mas fui magoada por ela. (E tenho certeza de que a magoei muito também).  

 

Então olhe para o lado bom dos outros. Esqueça o outro lado.

Grace Walker me disse uma vez: “Pense em todas as coisas lindas sobre sua mãe… Todas as coisas que você ama e lhe dão orgulho dela”. Havia tantas que não dava para contar. Acho que eu esperava que ela fosse perfeita. Ninguém é perfeito. Certamente eu não sou. Então olhe para o lado bom dos outros. Esqueça o outro lado.

Clara Barton, fundadora e presidente da Cruz Vermelha, uma vez foi lembrada de uma desfeita que um amigo lhe fizera anos antes. “Você não se lembra?” o amigo perguntou. “Não”, respondeu firmemente Clara. “Eu claramente me lembro de ter esquecido isso”. Não é um mau conselho. Aceite uma lição de seu pai. Quando eu o lembro de que alguém fez algo odioso, diz: “Não é melhor fazer um amigo do que um inimigo?” Ele está certo, também.

Não fale de dinheiro. . . tendo-o ou não. É embaraçoso para os outros e certamente vulgar.

Não compre algo que você não pode pagar. Você não precisa disso.

Se você realmente precisar de algo e não puder pagar. . . pelo amor de Deus, ligue para casa.

Não tente viver em função do que pensam seus vizinhos. Eles não vão olhar com desprezo se você não tiver dois aparelhos de televisão. Eles vão olhar você com desprezo se comprar coisas que não pode pagar, e eles vão ficar sabendo! Eles estão interessados ​​apenas nas coisas deles, e não nas suas.

Certifique-se de que você sabe retribuir. Se você jantar na casa delas ou elas o levam para jantar fora faça o mesmo em troca, mas lembre-se de que você não precisa fazer isso do jeito mais caro. Você pode fazer o melhor espaguete do mundo. As pessoas podem adorar vir a sua casa. Planeje com antecedência e tudo vai ser divertido.

Valorize seus amigos. Eles são seu ativo mais valioso.

Lembre-se, lealdade é uma rua de mão dupla. Ela sobe e desce. Então, seja leal às pessoas que são leais a você. Seu pai é o melhor exemplo que conheço de fidelidade, nos dois sentidos da palavra.

Ame seus filhos. Não preciso dizer isso. Tenho os melhores filhos que alguém já teve. Sei que você vai ter a mesma sorte. Seus filhos são incríveis. Papai e eu os amamos mais que a própria vida. Acho que você sabe disso no que se refer ao seu pai. Comigo é a mesma coisa.

Lembre-se que Robert Fulghum diz: “Não se preocupe que seus filhos nunca o ouvem; preocupe-se com o fato de que eles estão sempre observando você.”

Pelo amor de Deus, aproveite a vida. Não lamente pelo que poderia ter sido ou pelo que não é como deveria. Aproveite ao máximo o que você tem agora. Com toda honestidade, você realmente só tem duas escolhas; você pode gostar do que você faz ou pode não gostar. Eu escolhi gostar e como tem sido divertido! A outra opção não é divertida e as pessoas não querem estar perto de um resmungão. Nós podemos sempre encontrar pessoas que estão em pior situação e para isso não temos que olhar muito longe! Ajude-as e esqueça de si mesmo!

Ele virá até você, se você pedir.

Eu certamente diria para, acima de tudo, buscar a Deus. Ele virá até você, se você pedir. Não há absolutamente nada a perder. Por favor, leve os filhos à igreja e dê um bom exemplo para eles. Nós, seu pai e eu, tentamos ter uma vida cristã na medida de nossas possibilidades. Certamente não somos perfeitos. Talvez você consiga ser! Continue tentando.”

 

 

Deborah Harry, 2009

O que você faria se pudesse mandar hoje uma carta destinada a você mesmo no passado? Esta questão foi proposta a alguns artistas em 2009, para compor um livro com o objetivo de arrecadar fundos para a Elton John AIDS Foundation. A obra recebeu o nome de Dear Me: A Letter to My Sixteen-Year-Old Self; reuniu entre outras as cartas de Emma Thompson, Danny Wallace, Patsy Kensit e do próprio Elton John.  A mensagem escrita por Debbie Harry, vocalista e líder da banda new wave Blondie, foi a seguinte:

 

Cara Debbie, Moon, Debeel, ou Deb,

Só porque você tem um monte de nomes diferentes, e talvez sinta que existem várias de você, não fique confusa. Dê algum tempo para si mesma e todas as idéias e as possibilidades que estes nomes evocam se tornarão claras. As peças do quebra-cabeças vão se revelar; tudo que você tem a fazer é descobrir o que a faz mais feliz e isso muitas vezes vai ser a parte mais fácil. É uma coisa notável por si mesma. Porque o mais óbvio é muitas vezes a melhor escolha e pode levar a algo maravilhoso e gratificante.

(…) saiba que terá a satisfação duradoura, pelo resto da vida, de ter dado aquele salto.

Em palavras mais simples, vá em frente, menina. “Nada a temer senão o próprio medo” é um ditado antigo, mas se ele ajuda a dar um salto adiante e se é a única coisa que você tem, saiba que haverá a satisfação duradoura, pelo resto da vida, de ter dado aquele salto.

Possuir a coragem de suas convicções e a força dentro de si para fazer qualquer coisa será seu bem mais precioso e garantirá seu futuro mesmo quando as coisas ficarem difíceis. Elas vão ficar difíceis e vão ficar fáceis; e, quando você olhar para trás, sempre vai se lembrar melhor daqueles momentos que foram os mais duros.

Sonhos tornam-se realidade. Continue sonhando,

Com amor, D.”

 

Bônus: Jack Trice, 1923

Esta carta é um pouco diferente das demais. Resolvi incluí-la porque as coisas que aborda não são menos importantes. Jack Trice foi o primeiro jogador negro do time de futebol americano do Iowa State College. Estudava agropecuária com a intenção de se mudar para o sul dos Estados Unidos depois de formado, onde aplicaria seus conhecimentos dando apoio a agricultores pobres.

Em 6 de outubro de 1923 aconteceu seu primeiro grande jogo, em Minneapolis, contra o time da Universidade de Minnesota. Em razão de sua cor, Trice teve de se alojar em um hotel diferente daquele em que ficaram seus companheiros de time.

Durante o jogo, Jack Trice teve uma clavícula quebrada. Mesmo assim continuou a jogar até o terceiro tempo, quando foi derrubado e pisado violentamente por três adversários. Foi então enviado a um hospital próximo, onde os médicos permitiram que viajasse de volta para o Iowa com os colegas de equipe. Dois dias depois,  morreu de hemorragia nos pulmões e em outros órgãos, em razão dos ferimentos que havia sofrido durante o jogo.

Antes de seu funeral encontraram no bolso de seu paletó uma carta que ele havia escrito para si mesmo no estacionamento do hotel, na véspera do jogo.

 

“Meus pensamentos pouco antes do primeiro jogo universitário real da minha vida:

Disso depende a honra de minha minha raça, de minha família e a minha própria.

Todos estão esperando grandes coisas de mim. Eles as terão. Vou me lançar amanhã no campo de corpo e alma, feito um louco. Toda vez que a bola estiver em jogo, vou fazer mais do que a minha parte. A cada manobra de defesa, romper a linha adversária e terminar a jogada no território deles. Ter cuidado com os bloqueios em massa. Lutar abaixado, com os olhos abertos e mantendo a atenção no jogo. Prestar atenção nos cruzamentos e em quem fugir com a bola. Ficar alerta o tempo todo para poder se sair bem. Jack.”

O funeral de Trice ocorreu no campus central da faculdade com a presença de 4.000 pessoas. Em conseqüência de sua morte, o time da escola não mais jogou contra o de Minnesota durante 56 anos.

Em 1997, como resultado da persistência de funcionários, estudantes e ex-alunos, o estádio antes chamado The Universities Cyclone Stadium foi rebatizado paraJack Trice Stadium. Foi erguida nele uma estátua de bronze que mostra Jack Trice lendo o bilhete que havia escrito para si mesmo.

 

 

Não sei se estas são as melhores cartas que eu poderia ter escolhido, mas elas estão entre as que costumo ler de novo quando me vejo diante de uma travessia difícil, quando as coisas não parecem correr como deveriam ou quando sinto que é preciso parar e pensar sobre rumos, objetivos e alternativas. Mensagens assim me ajudam a refletir sobre algumas das escolhas que fiz, e sobre outras que terei de fazer em futuro não muito distante. Não sei se estas chegaram em um bom momento para você; se não foi o caso, talvez possam ajudar alguém que você conheça. Divulgá-las, como faço agora, é uma forma de compensar a dívida de gratidão que temos para com as pessoas que as escreveram.

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José Luís Neves é profissional da área de planejamento e finanças. Administrador  e economista, tem mestrado em Administração pela USP. Possui mais de 25 anos de experiência em empresas de consultoria e serviços como gestor de finanças, coordenando processos de controladoria, financeiro e contábil. Reside em São Paulo, SP.

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