Um novo modo de resolver problemas em 2016

Se você é como eu e talvez 99% da população, deve ter passado neste ano por momentos de estresse, preocupação, ansiedade e outros tipos de aflições mentais… Afinal, 2015 não foi fácil para a maioria dos brasileiros, não é mesmo?

Mas então chega o fim de ano, e a julgar pela quantidade e pelo conteúdo das mensagens que as pessoas trocam, parece haver realmente um desejo de que “magicamente” todos os problemas de 2015 fiquem para trás.

Mar por que ficariam? Simplesmente porque zeramos o contador dos dias do ano? Não faz sentido.

Ou talvez faça…

Nosso modo habitual de resolver problemas

Quando passamos por alguma situação problemática, normalmente recorremos ao pensamento para sair dela. E os pensamentos (aquelas ideias e vozes na nossa cabeça), são muitas vezes o que nos deixa ainda mais confusos, desconfortáveis e, até mesmo perdidos.

Em um ano, quantas vezes recorremos a essa solução: pensar, pensar e pensar? Muitas, incontáveis vezes. Então nada mais natural que sentir-se sobrecarregado de tanto pensar e reagir ao círculo vicioso dos pensamentos.

Então chega o ano novo, e com todo o blah blah blah sobre renovação, você embarca no clima e sente que recebeu uma permissão para zerar o contador de problemas, de pensamentos, de reações. Por um momento você fica à vontade para abandonar o burburinho mental, e pasmem! Você sente-se melhor, mais leve, livre, talvez até um pouco mais criativo e seguro com relação ao futuro.

Você poderia ter zerado o contador de problemas antes de 31 de dezembro? Sim! O que lhe impedia? Nada, a não ser o vício de recorrer ao pensamento como único meio de resolver problemas.

Um segundo modo de resolver problemas: meditar

Quando meditamos, temos a chance de parar o turbilhão de pensamentos e vê-los como realmente são: memórias, condicionamentos, opções.

A cada momento que estamos meditando e escolhemos seguir um pensamento, é fácil perceber que nossa sensação ao segui-lo poderá ser positiva ou negativa. Esta sensação não tem nenhuma relação com as circunstâncias externas, ela simplesmente segue o colorido daquele pensamento. A chave aí é também perceber que se você não seguir um pensamento, outro vai surgir, sem que você precise fazer nada.

Perceber os pensamentos desta forma, cria um espaço mental a partir do qual a vida por ser melhor desfrutada. Um espaço deliberado, de criatividade e ação, que independe de circunstâncias externas.

É um espaço existe desde sempre dentro de nós. Se experimentarmos 2016 a partir desta base mental, muito do que o ano nos reserva poderá ser encarado como naturalmente auspicioso, naturalmente favorável.

E, se por acaso você sentir que o acúmulo de problemas, reações e pensamentos está ocorrendo de novo, não espere dezembro de 2016 para zerar o contador. Apenas medite.

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Acredito que desenvolver uma visão clara sobre si mesmo é uma tarefa de tempo integral e requer o aprendizado de estratégias que vão no sentido oposto do senso comum. Uma destas estratégias é meditar pois esta prática pode nos incentivar a questionar o modo como interagimos com nossos pensamentos.

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